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Génese

Liberdade de Opinião.

Génese

Liberdade de Opinião.

Reclamação ao Ministério da Educação

Como português e estudante no meu país, indigno-me seriamente com o que me exigem saber na disciplina de Português.

A maior parte das matérias que são lecionadas durante o ano letivo são totalmente desnecessárias para a minha vida assim como também para a vida dos outros alunos. Noto que se preocupam mais em ensinar a uma criança o que é uma oração subordinada do que lhe ensinar a ler e a escrever. Não deveria esta ter o domínio da língua antes de ser obrigada a saber o que são perífrases ou eufemismos?

Em todo o meu percurso escolar, os professores de Português nunca me ensinaram a falar corretamente, mas sempre quiseram que eu conhecesse este lado negro da língua portuguesa.

Assim, proponho aos senhores do Ministério da Educação que se preocupem mais com as gerações futuras e que lhes ensinem a falar português em vez de lhes pedirem que saibam coisas que se decoram um dias antes do teste e que se esqueçem dez minutos após a realização do mesmo. Se pusessem em prática a minha recomendação, talvez não fosse necessário rever os acordos ortográficos quase todos os anos.

Espero que um dia as crianças consigam sair das suas aulas de português sem dores de cabeça.

Cumprimentos,

Aquele que sai das aulas de português com dores de cabeça.

 

Escondam, agora, o interesse repentino

Começou o campeonato da Europa de sub-21 em futebol.

Fomos ganhando.

Ninguém prestou atenção.

Ganhámos à Alemanha.

Ganhámos por 5-0 à Alemanha.

Estávamos na final.

Toda a gente, então, deu atenção a estes jogadores e afinal já toda a gente os conhecia e os apoiava para a final que se seguia uns dias depois.

E a final foi hoje.

E toda a gente colocou o "postzinho" da praxe a apoiar.

(A maioria não conhece, talvez, o Raphael Guerreiro, ou o Tiago Sá...)

Acabou à uns minutos.

E perdermos.

Nos penaltis.

Triste fado.

Não faz mal.

Colocam-se uns rápidos posts elogiosos aos nossos portugueses.

E acabou.

Esquecem-se no momento a seguir ao que os colocaram.

Esvaiu-se o interesse repentino...

Corridas, paisagem e estreia em Zurique

Desde aquele meu post sobre as corridas e a minha iniciação nelas, na passada quarta feira, não mais parei de correr. Todos os dias, umas horas ao fim da tarde. Vou começando a habituar-me.

A motivação que sentia naquele dia levou-me a escrever aquelas frases. A motivação causada pela corrida. Ou, não sei ao certo, pela(s) pessoa(s) que a compuseram. 

O objetivo do post era levar aquela primeira corrida mais pelo lado humano: falei sobre aquele homem que conheci. (Quem leu o post também o conheceu; quem não leu o post tem, agora, oportunidade de o conhecer, lendo-o.)

O Sapo destacou o post. (Obrigado!) Não estava à espera! 

As visitas, pois, começaram a surgir. Por conseguinte, vieram os comentários:

Não tanto pelo lado humano, mas sim pelas corridas propriamente ditas. 

Não tive acesso ao computador durante o fim de semana. Não pude, então, ver todo o apoio e motivação que os comentários trouxeram. 

Vi-os hoje. Fiquei feliz. Muito! 

Sem saber, continuei com as árduas corridas. Agora, com todos aqueles comentários, ganhei ainda mais motivação e felicidade para levar as corridas avante!

Mais uma vez, obrigado.

A paisagem entra aqui. Este fim de semana foi passado no sítio onde nasci. Não aqui onde moro, Lisboa. No norte. 

Há por lá pouca - ou nenhuma - rede. (Foi por isso que não pude regalar-me a horas com os comentários!)

Tenho muito orgulho em ser do norte: verde, verde e mais verde; o ar limpo, convida a uma inspiração profunda.

Foram, então, mais fáceis as minhas corridas pelo norte. 

É muito mais agradável correr sobre a terra batida do que sobre o alcatrão quente, a queimar. A queimar os pés;

É muito mais agradável correr, e enquanto se corre, olhar para o lado e ver árvores, flores, casas isoladas no meio das montanhas. Montanhas. Grandes, altas. Vales profundos e encaixados. Lá ao fundo; Do que correr e olhar para o chão e ver alcatrão. Olhar para o lado e ver os railes de proteção das auto-estradas. Auto-estradas. Cimento. Fumo. Fábricas. E mais cimento.

Voltei hoje para "casa". É pena. A minha verdadeira casa é lá. Aqui habito.

Voltam as corridas - agora não me largam -. Volta também o cinzento do cimento, dos railes, do fumo. (Pena ainda maior.)

No fim da semana vou para Zurique. (Será que também é cinzenta?)

Vai ser a primeira vez que vou sair do país. Claro, tirando aquelas pequeninas incursões aos nuestros hermanos: várias vezes eu e os meus pais fomos de carro até uma qualquer fronteira, víamos aquela placa azul com as doze estrelas em forma de círculo onde no meio estava "España" e, já com alguma audácia, avançávamos uns quantos metros em território espanhol.

Tirando isso, vai ser a primeira vez que vou sair do país. 

Suiça, Zurique. Zürich.

A minha estreia.

Vou de avião, outra estreia!

Vou sozinho. Estou nervoso.

A primeira vez custa sempre. Em tudo na vida.

Faltam 4 dias...

 

 

McDonald's

 

Desde pequeno, que a sensação de entrar no McDonald's é sempre a mesma. Quando aquelas portas colossais se abrem, parece que estamos a entrar num mundo paralelo ao nosso...tal como Nárnia. Ano após ano (uma vez por mês) ao entrar neste mundo paralelo, o tempo pára... e só volta a andar quando saímos já de barriga cheia. 

A única diferença é que antigamente eu entrava e pensava no meu Happy Meal e ansiava por saber qual seria o novo brinquedo com que eu iria ficar enquanto que hoje, entro, peço o meu McRoyal Bacon do costume, aprecio a refeição e saio revigorado para mais um mês de vida. 

 Deve ser para isso que o McDonal's existe...para conseguirmos aguentar com a escola ou com o trabalho, pelo menos durante um mês.

 As pessoas precisam dos momentos tão bem passados dentro deste estabelecimento. Dizem que em média, passam por lá 68 milhões de clientes por dia. Estes números fazem com que seja o estabelecimento de fast-food mais conhecido do mundo e mais importante que isso...68 milhões de clientes por dia permite lucro. ( Muitos clientes dá lucro...lucro serve para investimentos...investimentos trazem qualidade e mais inovações á cozinha do McDonald's que por sua vez geram a felicidade global. (WARNING: Se este último parágrafo foi confuso...passe a frente...eu estava a pensar num McRoyal Bacon enquanto o escrevi...as minhas sinceras desculpas...)

O sorriso das crianças e das famílias tornam este estabelecimento num dos locais mais agradáveis para se almoçar. (Pelo menos para mim).

Os haters que fiquem com as "minhocas" que dizem ser o que se serve dentro do pão...porque eu confio no McDonald's e sempre irei confiar ...assim como milhões de pessoas.

Para terminar...só posso terminar de uma única  forma...( assobio do costume ) I'm lovin' it.

A Magia do "Run"

 

Nas férias não costumo ir correr. (E falo apenas nas férias porque sou, de certa forma, obrigado a fazê-lo nas aulas de educação física!)

Mas hoje decidi "experimentar": não queria perder a forma; não queria passar o dia em casa; e, por último, e claro, porque está cada vez mais na moda!

Uma camisola, uns calções, uns ténis. E aí me lancei à estrada.

Os primeiros passos: errantes, nervosos. "Começo agora a correr? Ou mais lá à frente?"

Bem, lá comecei. Encostei-me para a tradicional berma: aquele espacinho entre a linha branca sobre o alcatrão, e onde este se confina com um bocado de terra batida.

Os primeiros metros foram favas contadas. "Afinal isto é fácil!", pensei.

Fui avançando. 

Começou a dificultar. Nem as belas paisagens me ajudaram. Tive, então, que parar. Talvez 1 quilómetro, talvez 2. Não sei bem. Mas dobrado esse número, parei. 

2 minutos volvidos.Aí estou eu de novo. Pronto para outra. Mais 1 quilómetro, por aí.

Quem estiver a ler isto pode pensar que não tenho resistência nenhuma. Ainda para mais tendo eu a idade que tenho. Mas foi a primeira vez. Amanhã ou depois farei melhor, de certeza!

Mas não é um resumo da minha primeira corrida que eu quero fazer.

Quero, sim, falar de algo que não estava à espera.

Pensava eu que correr era: sair de casa, fazer-me à estrada, e umas passadas depois, voltar para casa.

Mas não. Correr é - pelo menos foi hoje - muito mais do que isso.

Parei uma segunda vez. E eis que por mim, parado, passa um homem - a correr, claro. Provavelmente entre os 40 e os 50 anos.

Notei o esforço com que avançava cada perna. Da cara, escorria suor, e mais suor.

Disse-lhe, então: "Força".

Fitou-me e agradeceu.

Já uns metros à frente, reparando que estava parado - e, não o vou esconder, em algumas dificuldades - lançou um sempre emblemático "não desistas".

Como que imediatamente ecoou dentro de mim. "Não desistas. Não desistas. Não desistas. Não..."

Deram-me força, aquelas palavras.

Força para conseguir alcançar o tal homem. Não foi fácil, ia lançado sobre o alcatrão.

Cheguei-me ao pé dele. Um "vamos" bastou para que terminássemos o nosso percurso em conjunto - uns 500 metros mais à frente. 

Trocámos algumas palavras. 

Disse-me que ia completar 10 quilómetros de corrida sem parar. Admirei-me. Corei por dentro por saber que, por enquanto, esses 10 quilómetros são inatingíveis para mim. 

Disse-me, ainda, que estava a fazer aquilo, todo aquele sacrifíco, para emagrecer. Assenti, pois tinha já notado uns quilos a mais na sua constituição.

No fim do percurso, uma reta enorme, a última, estava a sua mulher e o seu filho, um puto. Esperavam-no. 

Queria dizer um "obrigado" ao homem. Sim, ao "homem". Não me lembrei de lhe perguntar o nome.

Queria agradecer-lhe por me ter dado força com as suas palavras. Não teria aguentado tanto se não fossem as palavras dele. Teria - estou certo disto - voltado para trás no sítio onde tinha decidido parar.

Tive sorte.

Se estiver a ler isto, aqui vai um obrigado para si!

Uma excelente pessoa que eu conheci hoje. Bastaram-me aqueles 10/20 minutos para o saber.

Amanhã à mesma hora, lá nos encontramos!

É esta a magia do run. As pessoas. 

 

 

 

Reminiscência

 

Contar os anos pelos dedos e encontrar a mão cheia. Passam hoje 5 anos da morte de José Saramago.

N'O Ano da Morte de Ricardo Reis, Saramago diz que: "Antes de nascermos ainda não nos podem ver mas todos os dias pensam em nós, depois de morrermos deixam de poder ver-nos e todos os dias nos vão esquecendo um pouco, salvo casos excepcionais nove meses é quanto basta para o total olvido." 

Estaria, decerto, a referir-se a si mesmo aquando da abordagem aos casos excecionais. Porque - estou em crer - muitos mais nove meses virão, e nós aqui, sem nunca o olvidarmos.

 

 

 

Sorte do Azar

Há quem diga que ter azar é algo muito mau. Azar, azar, azar...é uma palavra que associamos ao lado negativo da vida. Para mim, ter azar é ter sorte na vida , pois é através do mesmo que aprendemos a lidar com situações complicadas. Quem é forte, encara o azar como um mero obstáculo que surge no seu percurso.

Tal como nas corridas de obstáculos... o objetivo é ultrapassar esses obstáculos para chegar à meta .Da mesma forma , um azar merece ser superado e tem que existir, para que nós consigamos adquirir sabedoria ao longo da nossa existência.( Sonho ter filhos ,netos e bisnetos... e que eu lhes possa transmitir a minha sabedoria a eles!)

Como diz o povo, há males que vêm por bem e ter azar na vida não é nada mais do que ter  uma grande sorte. Porque oportunidades para errarmos há muitas, mas oportunidades para fazermos o correto são raras.

 

Se errar é azar, se acertar é sorte, se amar é destino , você é vítima da vida e ainda não fez nada.

-Fabrício Carpinejar

O Fim

               Que venha ele. Estou esgotado. Prestes a atingir o ponto de saturação. Mas não o posso atingir, é pouco ético da minha parte.

                Há que ter calma e aguentar mais umas cinco horinhas.

                Devem ter sido uns oito meses, descontando as férias do natal e páscoa.

                Sim, estou a falar da escola. Do fim das aulas.

                Oito meses a acordar à mesma hora: alguns minutos para lá das sete e vinte. Olhos abertos, mas teimosos em tentar fecharem-se. Mas lá tinha de ser! Tomar o pequeno almoço, apanhar o autocarro, (com um veemente "Bom dia" pelo meio dirigido à motorista do autocarro - até isto é monótono. Mesma mulher, mesmo autocarro. Todos os dias.) E entrar nas aulas, cerca de oito e meia.

                Acordar; tomar o pequeno almoço; apanhar o autocarro; entrar nas aulas. E assim sucessivamente.

                Pois bem: amanhã será o último dia em que vou fazer isto. Não é que nos dias que virão não tome o pequeno almoço, não acorde, não ande de autocarro, mas será o último dia em que vou fazer isto com o objetivo de ir para a escola.

                E sabe-me bem saber isto.

                Já dizia o cineasta Manoel de Oliveira (curvem-se) que não tinha, ou não tem, medo da morte, mas sim da vida. Porquê? Porque é na vida que se encontram os perigos, os males, as tragédias, as invejas, etc.

                E eu não só concordo com ele - permitam-me esta confiança ao ponto da utilização da terceira pessoa do singular - como entendo que a morte, neste caso, é o fim das aulas; e a vida, por outro lado, representa a escola em tempo de aulas.

                Porquê, pergutam vocês. É simples: é na escola - na vida, portanto, - que se situam os perigos, os males, as invejas, os maus caráteres, as faltas de valores, etc.

                E é por isto que, no início, referi que estava a atingir o ponto de saturação.

                Infelizmente, na minha turma, as pessoas - a maior parte delas - sofrem de algumas deficiências ao nível do seu caráter, dos seus valores. E com isto não digo que eu sou melhor do que eles, é apenas o que eu sinto. Estou cansado deles.

                Sabe-me bem, então, o fim das aulas. Sabe-me bem o fim da monotonia. Sabe-me bem, por uma questão de lógica, a morte. Nem que esta seja apenas por três meses.

                É uma espécie de coma induzido pelo Ministério da Educação, e estou-lhes grato. Bem, no meu caso seria mais uma eutanásia, visto que ando a pedir a todos os santinhos a morte o mais rápido possível. (E aqui, leia-se, o fim da escola. Não sou nenhum daqueles jovens com intentos homicídas e/ou suicídas!)

A (pouca) ética dos homens da bola

 

            Nos últimos dias e nos que para vir estão, o tema de conversa dominante nas demais ruas portuguesas – e não só, - é Jorge Jesus.

            Muitos dão-no como ingrato, outros como traidor. Porquê? Ora, decidiu, depois de seis anos de águia ao peito, mudar-se para o terreno do eterno rival lisboeta. Atravessou a 2ª Circular. Quinhentos metros, rumo a Alvalade.

            Imediata e inevitavelmente, do peito dos benfiquistas brotou um legítimo sentimento de traição e falta de gratidão.

            É que não é facil – e eu entendo-os – ver um homem que dedicou os últimos seis anos da sua vida profissional ao Benfica, dando o máximo de si em prol do clube e da conquista de títulos. Decerto com algumas épocas falhadas de entre estas seis, mas com dez títulos oficiais no bolso se muda para o Sporting. (Para o Sporting!)

            Ver o nosso treinador, duas semanas depois de ser bicampeão, estar a treinar o Sporting, é estranho. E mais estranho vai ser vê-lo e encará-lo no Algarve como adversário na Supertaça, em Agosto.

            Mas eu não condeno Jesus. Todos sabemos que ele é sportinguista, inclusive formado enquanto jogador nas camadas jovens do sporting, onde chegou à equipa principal; todos sabemos que é bastante apegado à sua família, particularmente ao seu pai, que ainda se mantém vivo, embora preso a uma cama num lar: por isto, jamais se ausentaria de Portugal, mesmo na condição de ir treinar um colosso europeu. Mas, e talvez o mais importante e decisivo no seio desta decisão: a promessa que um dia fez ao seu pai, Virgolino, também sportinguista, de que um dia iria chegar a treinador do seu clube do coração.

            E eu não o condeno.

            Deu o máximo de si ao serviço do Benfica, e o Benfica tem que lhe estar grato. Agora, vai dar o máximo de si ao serviço do Sporting.

            E agora, como fica o Benfica? Não há insubstituíveis! Ao longo destes cento e onze anos de história, o Benfica não teve apenas Jorge Jesus como treinador e, como sabemos, teve o êxito que teve no decorrer das décadas.

            Como tal, estou certo de que, venha quem vier, o Benfica vai continuar a vencer e a ser o maior de Portugal.

            Até aqui, e na minha sincera opinião, não existe falta de ética – como anunciei no título deste texto.

            Existe, sim, um homem que deu e dá sempre o seu melhor por onde passa enquanto profissional e, aproveitando o final de contrato com o seu clube, se mudou para o clube do seu coração, do qual é adepto desde sempre e sempre quis treinar. Apenas uma particularidade: é o Sporting. É um rival.

            E é isto que pode levar, do mais comum dos adeptos aos que ocupam os cargos mais relevantes, a confundir-se ausência de ética, ingratidão e traição, com o simples ato de seguir os sentimentos, o coração. E, estou em crer, o desejo de ser e estar o mais feliz possível.

            Por outro lado: a falta de ética situa-se, sim, em Alvalade.

            E digo isto, não por ser benfiquista, mas sim por constituir a mais pura das verdades.

            Ingratidão e traição revelam-se não quando se troca de clube, mas quando se negoceia com outro treinador, ainda tendo um a desempenhar essas mesmas funções.

            Bruno de Carvalho revelou, neste processo, falta de princípios e valores humanos. Como que quis fazer “reset” a Marco Silva. Eliminá-lo rapidamente, para trazer Jorge Jesus.

            Melhor: consumou precisamente o contrário. Trouxe Jorge Jesus e eliminou rapidamente Marco Silva.

            Abdicou do contrato que o vinculava a Alvalade por mais três anos, alegando justa causa. Ora, isto já por si é difícil de entender: despedir um treinador por justa causa depois de este conseguir o primeiro título do clube em sete anos.

            Contudo, o que é grave e coloca à vista o caráter de Bruno de Carvalho é justificar a justa causa com o facto de Marco Silva não ter usado o fato oficial do clube num jogo da Taça de Portugal…

            Isto roça o anedótico.

            Um presidente não deve; não pode ser isto. Não basta equilibrar as finanças, há que gerir os recursos humanos, e gerí-los de forma responsável. Bruno de Carvalho já demonstrou várias vezes que não tens capacidades para tal.

            Isto, sim, é falta de ética. Pura e dura. E isto, ao acontecer no futebol, pode alargar-se a tudo na vida. Porque pessoas como eu, jovens, apaixonadas por este desporto, crescem a amá-lo, mas crescem, sobretudo, a assimilar esta falta de decência e valores.

            Daqui a uns anos teremos, decerto, a sociedade contaminada com a doença de Bruno de Carvalho!